quinta-feira, 30 de junho de 2016

Valorização do Agente Dever do Estado

“ Para reduzir o homem a nada, basta dar ao seu trabalho o caráter de inutilidade.” Dostoievsk

A motivação é a mola propulsora das realizações humanas. Para haver um bom rendimento de um profissional em qualquer área, é necessário que o mesmo esteja motivado. O profissional, em qualquer atividade, motivado, trabalha de modo a obter um rendimento no que faz, conseguindo atingir os objetivos pré-determinados. No Sistema Prisional, a motivação do profissional de segurança, o Agente Penitenciário, é de suma importância, pois, o mesmo está, não só fazendo a segurança do interno, do estabelecimento penal e da sociedade, como também fazendo parte do processo de reeducação e reinserção social do apenado. O agente, é o principal personagem no Sistema para a efetivação de tal objetivo. A partir das condições impostas pela sociedade onde o capital prevalece acima de quase todos os valores morais, sociais, etc, é de suma importância que o indivíduo recluso em um estabelecimento penal, encontre pessoas que de uma forma ou de outra possam passar exemplos, pelos gestos, palavras e ações que despertem para a auto-valorização.
Porém, a motivação não está relacionada somente a valores materiais pagos pelo exercício de sua profissão mas também a outros quesitos, os quais fazem com que o profissional esteja motivado naquilo que faz, independentemente de seu salário. O indivíduo é também motivado por fatores internos, ou seja, são inerentes ao indivíduo, estão no âmago do seu ser, os quais fazem com que todos os obstáculos sejam vencidos, permanecendo motivado, independente da valorização recebida ou não.
O agente Penitenciário é o elo de ligação entre o preso e a sociedade , isto é , o agente é ao mesmo tempo o intermediador entre a sociedade que isola e o preso que está isolado. Dentre tantas tarefas de responsabilidade do agente, podemos classificá-la em três tipos principais: Atividades práticas ou rotineiras, atividades de vigilância ou investigação e atividades humanas ou sociais. Todas elas devem priorizar o Tratamento Penal.
Muitos entram no sistema penitenciário com ótimas intenções, muito embora , essas intenções, na maioria das vezes acabam se perdendo, seja por falha do sistema total, local ou quem sabe da própria personalidade desse servidor.
A motivação para o trabalho, necessária em qualquer projeto de atividade humana, é prioridade no agente penitenciário, pois o mesmo trabalha com pessoas, e pessoas que carregam sobre si a agressividade, o repúdio, o descaso e a marginalização, características essas que são obstáculos aos projetos mais eficientes que possam ser para o tratamento penal e, que precisam ser vencidos. Por isso o agente motivado para o trabalho, poderá não só facilitar o tratamento penal, como ser uma parte importante, se não fundamental para a reinserção social do preso.
O sentimento de indignação por parte desses agentes, em virtude de muitos fatores como: a não possibilidade de ascensão profissional com critérios estabelecidos, ocorrendo a subordinação a líderes, muitas vezes incompetentes e desqualificados, tanto moral como profissional; o descaso do governo quanto à profissão, seja por não dar-lhes nem aumentos e nem reposições salariais; pelo sucateamento do sistema, sem manutenção e reformas, tanto predial como de materiais de uso diário exige-se mais do servidor, onde muitas vezes é obrigado a atender mais postos de serviço do que realmente tem condições, o que é comprovado se observarmos atentamente a quantidade de agentes penitenciários em relação a quantidade de presos nas Unidades Prisionais.
Diante de tantos problemas, de tantas sugestões e algumas possíveis soluções, é certo que a tarefa de motivar o Agente Penitenciário  não é algo simples nem Fácil. Contudo, não considerar a necessidade de tal emergência e partir para a busca de resultados satisfatórios e imediatos é omitir na responsabilidade que o Estado têm para a sociedade que nos mantém, pois somos nós Agentes Penitenciários Guardiões da Sociedade os protegendo dos que as Leis mandaram para o carcere.

textos extraidos da monografia de Edinilson Rodrigues da rocha.

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