“ Para reduzir o homem a nada, basta dar
ao seu trabalho o caráter de inutilidade.”
Dostoievsk
A motivação é a mola propulsora das realizações humanas. Para haver um bom
rendimento de um profissional em qualquer área, é necessário que o mesmo esteja motivado.
O profissional, em qualquer atividade, motivado, trabalha de modo a obter um rendimento
no que faz, conseguindo atingir os objetivos pré-determinados.
No Sistema Prisional, a motivação do profissional de segurança, o Agente
Penitenciário, é de suma importância, pois, o mesmo está, não só fazendo a segurança do
interno, do estabelecimento penal e da sociedade, como também fazendo parte do processo
de reeducação e reinserção social do apenado. O agente, é o principal personagem no Sistema
para a efetivação de tal objetivo. A partir das condições impostas pela sociedade onde o capital prevalece acima de quase
todos os valores morais, sociais, etc, é de suma importância que o indivíduo recluso em um
estabelecimento penal, encontre pessoas que de uma forma ou de outra possam passar
exemplos, pelos gestos, palavras e ações que despertem para a auto-valorização.
Porém, a motivação não está relacionada somente a valores materiais pagos pelo
exercício de sua profissão mas também a outros quesitos, os quais fazem com que o
profissional esteja motivado naquilo que faz, independentemente de seu salário.
O indivíduo é também motivado por fatores internos, ou seja, são inerentes ao
indivíduo, estão no âmago do seu ser, os quais fazem com que todos os obstáculos sejam
vencidos, permanecendo motivado, independente da valorização recebida ou não.
O agente Penitenciário é o elo de ligação entre o preso e a sociedade , isto é , o agente é ao mesmo tempo o intermediador entre a sociedade que isola e o
preso que está isolado. Dentre tantas tarefas de responsabilidade do agente, podemos
classificá-la em três tipos principais: Atividades práticas ou rotineiras, atividades de
vigilância ou investigação e atividades humanas ou sociais. Todas elas devem priorizar o
Tratamento Penal.
Muitos entram no sistema penitenciário com ótimas
intenções, muito embora , essas intenções, na maioria das
vezes acabam se perdendo, seja por falha do sistema total, local ou quem sabe da própria
personalidade desse servidor.
A motivação para o trabalho, necessária em qualquer projeto de atividade humana, é
prioridade no agente penitenciário, pois o mesmo trabalha com pessoas, e pessoas que
carregam sobre si a agressividade, o repúdio, o descaso e a marginalização, características
essas que são obstáculos aos projetos mais eficientes que possam ser para o tratamento penal
e, que precisam ser vencidos. Por isso o agente motivado para o trabalho, poderá não só
facilitar o tratamento penal, como ser uma parte importante, se não fundamental para a
reinserção social do preso.
O sentimento de indignação por parte desses agentes, em virtude de muitos
fatores como: a não possibilidade de ascensão profissional com critérios estabelecidos,
ocorrendo a subordinação a líderes, muitas vezes incompetentes e desqualificados, tanto
moral como profissional; o descaso do governo quanto à profissão, seja por não dar-lhes nem
aumentos e nem reposições salariais; pelo sucateamento do sistema, sem manutenção e
reformas, tanto predial como de materiais de uso diário exige-se mais do
servidor, onde muitas vezes é obrigado a atender mais postos de serviço do que realmente tem
condições, o que é comprovado se observarmos atentamente a quantidade de agentes
penitenciários em relação a quantidade de presos nas Unidades Prisionais.
Diante de tantos problemas, de tantas sugestões e algumas possíveis soluções, é certo que
a tarefa de motivar o Agente Penitenciário não é algo simples nem Fácil. Contudo, não considerar a necessidade de tal emergência e partir para a busca de
resultados satisfatórios e imediatos é omitir na responsabilidade que o Estado têm para a sociedade que nos mantém, pois somos nós Agentes Penitenciários Guardiões da Sociedade os protegendo dos que as Leis mandaram para o carcere.
textos extraidos da monografia de Edinilson Rodrigues da rocha.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
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